Rafael Câmara participa de teste com SF-25 em Mugello antes de encara “desafio” com a Haas em Portimao

Brasileiro participa de importante atividade do programa de desenvolvimento da Ferrari e avança em sua preparação para os próximos passos da carreira

A Ferrari colocou Rafael Câmara em ação nesta quarta-feira (26) em Mugello, na Itália, em uma atividade que representa mais um capítulo importante na trajetória do brasileiro dentro do programa de jovens pilotos da equipe italiana.

O paulista foi escolhido para conduzir um carro de Fórmula 1 em um dos testes privados realizados pela Ferrari dentro do chamado TPC (Testing of Previous Cars), programa destinado à preparação e avaliação de pilotos utilizando monopostos de temporadas anteriores.

A sessão faz parte do processo de desenvolvimento de Câmara dentro da estrutura de Maranello e permite ao brasileiro acumular experiência ao volante de um Fórmula 1. Depois dele, o programa da Ferrari prevê a participação de Dino Beganovic e Antonio Fuoco, que também terão a oportunidade de completar voltas com um carro antigo da equipe.

Ferrari separa programa de Câmara dos testes da Pirelli

A movimentação de Rafael Câmara em Mugello acontece paralelamente a outro importante trabalho realizado no circuito italiano. A Ferrari mantém seu programa independente enquanto McLaren e Red Bull participam dos testes de desenvolvimento da Pirelli visando os pneus que serão utilizados na Fórmula 1 a partir de 2027.

No primeiro dia de atividades da Pirelli, Oscar Piastri esteve ao volante da McLaren, enquanto Liam Lawson conduziu a Red Bull. Os pilotos trabalharam com os três compostos mais duros da futura gama de pneus, em condições bastante exigentes, com o asfalto chegando a aproximadamente 55°C.

Lawson concentrou seu trabalho principalmente no composto C2, realizando inicialmente sequências de oito voltas antes de passar para trechos mais longos durante a tarde.

Piastri teve um programa mais abrangente e utilizou os compostos C1, C2 e C3. O australiano completou 93 voltas, equivalentes a 488 quilômetros, com melhor marca de 1min21s358. Lawson percorreu ainda mais distância: foram 116 voltas e 608 quilômetros, com 1min22s297 como melhor referência.

Os tempos, entretanto, não servem como comparação direta entre os pilotos, já que os testes da Pirelli envolvem diferentes programas de trabalho, cargas de combustível e especificações de pneus.

Um passo importante para Rafael Câmara

Para Câmara, porém, o principal resultado do dia não está no cronômetro. A oportunidade de conduzir um Fórmula 1 em Mugello representa uma etapa relevante em sua formação e permite ao brasileiro ampliar sua experiência com um carro de alto desempenho.

O piloto vem sendo acompanhado pela Ferrari em seu programa de desenvolvimento e tem construído uma trajetória de destaque nas categorias de base. A quilometragem acumulada em atividades como essa pode ser fundamental para sua preparação caso surjam oportunidades futuras dentro da estrutura da equipe italiana ou em outras categorias do automobilismo internacional.

A programação de Mugello mostra, portanto, que o nome de Rafael Câmara segue presente nos planos de desenvolvimento da Ferrari. Enquanto a equipe trabalha na evolução de seus carros e pneus para os próximos anos, o brasileiro aproveita uma oportunidade valiosa para transformar quilômetros de teste em experiência — e, principalmente, em mais um passo rumo ao objetivo de chegar ao grid da Fórmula 1.

O trabalho da Pirelli continuará nesta quinta-feira (27), agora com Lando Norris substituindo Piastri na McLaren e Ayumu Iwasa assumindo o lugar de Lawson na Red Bull. A Audi, que também está envolvida no desenvolvimento dos pneus de 2027, participará com Nico Hülkenberg.

Já para Câmara, a atenção está voltada para o desafio com os testes conduzidos pela Haas nos próximos dias no circuito de Portimão, contando com a presença do italiano Leonardo Fornaroli, e Ryō Hirakawa uma avaliação que provavelmente vai ajudar a equipe americana a escolher seu próximo piloto titular.

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Roberto Dias

Criador do Paddock Brazil

Entusiasta apaixonado por automobilismo, criei o Paddock Brazil em 2020 quando voltei a acompanhar a F1 e me surpreender que não havia uma brasileiro no grid.
Após isso percebi que pelo caminho até a F1, e em outras categorias haviam muitos pilotos representando o Brasil em categorias internacionais e também o próprio automobilismo nacional.

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